domingo, agosto 10, 2008
ALESSANDRO MOLON PARA PREFEITO DO RIO -É 13

segunda-feira, julho 14, 2008
A luta contra Cesar continua!
ESCOLAS MUNICIPAIS
Gostaria de relembrar a data da nossa passeata contra a decisão do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, César Maia, de proibir o uso das escolas municipais pelos prés. Dia 19/07 as 9:00 da manhã, em frente ao "palácio" da cidade da música, na barra da tijuca, que fica em frente ai Hospital Lourenço Jorge, próximo ao Barrashopping.
O PREFEITO DO RIO DE JANEIRO PROIBIU OS PRÉ-VESTIBULARES COMUNITÁRIOS DE FUNCIONAR NAS ESCOLAS MUNICIPAIS NOS HORÁRIOS ALTERNATIVOS. ESSA INICIATIVA, COMEÇADA EM 1993, CONTA COM MAIS DE 150 NÚCLEOS, QUE SUBSISTEM ATRAVÉS DO TRABALHO VOLUNTÁRIO DE INÚMEROS PROFESSORES E COORDENADORES, E JÁ LEVOU À UNIVERSIDADE CENTENAS DE JOVENS POBRES.
SÓ UMA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMO A DA NOSSA CIDADE É QUE NÃO COMPREENDE O TRABALHO DESENVOLVIDO NOS PRÉS VESTIBULARES COMO A MELHOR RESPOSTA ÀS FACILIDADES QUE O CRIME OFERECE A ESSES JOVENS.
FAÇA COMO NÓS. MOSTRE SUA INDIGNAÇÃO CONTRA A ATITUDE BURRA, ILEGAL E AUTORITÁRIA DO PREFEITO CÉSAR MAIA. ASSINE O ABAIXO ASSINADO NA INTERNET:: www.petitiononline.com/160572
RECLAME COM A OUVIDORIA DA PREFEITURA PELO PORTAL http://www.rio.rj.gov.br/
SÓ O NOSSO PROTESTO PODE MUDAR ESSA SITUAÇÃO!!! NÃO FIQUE CALADO!!!
O apoio do Núcleo a luta dos prés vestibulares comunitarios e a candidatura do professor Robson Leite
No dia 31 de maio, sábado, às 16 horas, integrantes do nucleo São Pedro-Jacarepaguá e Milton Santos -PUCestiveram em um evento de suma importância para todos nós e para o nosso eterno amigo, o professor Robson Leite, que este ano será pré-candidato a vereador pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Tratou-se de uma plenária na qual teremos a oportunidade de juntos, construir um futuro mandato democrático e plenamente participativo.
Aqui um apoio despolitizado, baseado em conhecimento ou afinidades pessoais, e que acaba não contribuindo para a construção do Núcleo e do próprio partido.Diferentemente de insinuações o fato deste apoio consitiu unicamente no carater ideologico e de origem de inumeros membros de ambos nucleos em torno da questao da educação para as classes desfavorecidas de nossa cidade.
Portanto, apos inumeros debates que pautaram por questões objetivas e com conteúdo ideológico, mas sem abrir mão da questão eleitoral também.O mesmo apoio do núcleo da PUC surgiu após intensa discussão interna entre os integrantes.Uma vez ,repita-se,dada a origem e atuação de inúmeros integrantes do núcleo da Puc junto a movimentos sociais por sua vez mesmos espaços de atuação e bandeira do referido candidato, em pleito entre os membros ficou decidido de oficialmente o núcleo dará apoio ao professor universitário e ativista dos pres vestibulares comunitários para negros e carentes Robson Leite.
Mas obviamente que isto não exclui ao núcleo o apoio a outros nomes do partido,mas por questão também estratégica dentro da universidade uniremos forças em prol desta luta,desta bandeira,mas sem jamais deixar de atermo-nos a inumeras outras bandeiras.Ou seja, ponderamos que é preciso ,sim,consonância de um projeto claro, em sintonia com a campanha majoritária; mas sem deixar a premissa,cuja bandeira , a do núcleo,parte da Educação,assunto intrínseco ,isto por quê da realidade da área de atuação de inúmeros integrantes do núcleo
Todas as vezes que os homens se sentiram insatisfeitos com as condições às quais estavam submetidos, eles fizeram mudanças. Não adianta cruzar os braços, esperar cair do céu e lamentar. Chega de ficar em casa, nas igrejas, nas universidades e nas praças falando sobre o que falta e o que está errado.
Para transformar a nossa sociedade, precisamos trabalhar, inovar e lutar com garra e dedicação. Vamos nos tornar cidadãos ativos, refletir sobre o que está acontecendo ao nosso redor e lutar por um mundo mais justo no qual todos possam ter as mesmas oportunidades. Só assim poderemos fazer a diferença.
“Não posso continuar sendo humano se faço desaparecer em mim a esperança.” (Paulo Freire)
quinta-feira, abril 03, 2008
Habitus e comportamento de um esquerdista
Quanta saudade!
elegi proletarios ou medio burgueses que achei, tinham consciencia da necessidade de uma etiqueta, um fino a fino proprio para diferenciarmo nso e repelirmo nos da logica dos status e etiquetas. Nomes que ,gostaria eu,que tivessem asco pela etiqueta e habitus burgueses.Falo por mim e e tenho este direito,assim como boa parte da massa que nestes ainda cre, de assim vermo nos retratados...
Mas infelizmente vemos a nossa turma de juntar inumeras vezes a patuleia nos restaurantes mais finos,discutindo revoluçoes nos espaços nada revolucionarios e que soa pedante e ridiculo em quanto as portas destes , em suas roupas de grife e finesse particulares, o caos se estabelece...Enquanto que , mis á cene,seguem estes nos veiculos e como no caso de muitos de nossos parlamentares , a usos dos melhores serviços nos hoteis dos mais finos...
Dinheiro publico a ser usado por um esquerdista no exercer de trabalho publico deveria ter um fim com maior significado e exemplo para critica a esta sociedade de tabus e lugares sociais demarcados.E claro, jamais significando que devamos tornar o proletario com a mesma sanha e apelo consumista das classes mais abastadas!jamais!senao nao ha qualquer projeto revolucionario, quiça de transformaçao de pensamento!
Nao e importante mostrar que o proletario sabe e tem capacidade de viver na sociedade das etiquetas e que por isto nao e um barbaro.Importante e rir da etiqueta, das formas pre concebidas e elementos de dominaçao e distincionamento entre os homens!!!
Não quero que andem resumidamente apenas de jeans ou chinelas;não é isto,ou coraborar a um antigo estereotipo em que "esquerdista não cheira nem veste se bem",pois aquem destes simples exemplos está a conduta no dia dia.O habitus, necessario romper com a logica de comportamento do dominador , como dizia Frantz Fanon,por que é a condiçao basica de superaçao de situaçao de dominado para o implante de nova ordem!E sabemos que em nosso caso , em nosso partido muitos de nossas fileiras sequer tem uma gota ou noçao do que seja SOCIALISMO!afinal, somos ou nao um partido de esquerda?e que comportameno urge a estes e a nós mesmos?não seria o de romper e ter asco com todo mecanismo de dominaçao?
Salve Evo Morales!Que anda e se porta como indio e sem perder a "classe"e dando valores ainda maiores a seus principios!!!
Armando Aguiar
Prefeitura 2009
Artigo de Leo Barbosa , a respeito das previas e o nome de Alessandro Molon
A base governista terá três candidaturas aqui no Rio. Jandira, Molon e Crivella.
O Lula não pode apoiar publicamente nenhum dos três no primeiro turno. No entanto, acredito que a máquina vá funcionar a favor do Molon (acredito que ele seja o preferido de Lula).
Cabe à candidatura petista construir um discurso que o aproxime do governo Lula e o diferencie dos demais candidatos da base governista. Neste sentido, seria interessante bater na tecla do 'modo petista de governar'. Isto implicaria em um movimento duplo.Primeiro, associaria as conquistas do governo Lula ao seu partido. Segundo, colocaria a candidatura do PT indiscutivelmente mais próxima ao governo do que as demais.
Saiu hoje no Panorama Político do Globo que o mote da campanha do Molon será a união dos governos federal, estadual e municipal em prol da população. Acho que este ponto é importante, mas se a campanha ficar muito dependente disso, acredito que faltará a consistência necessária para ganhar.
O que vcs acham?
saudações,
Léo
Em 02/04/08
quarta-feira, abril 02, 2008
Informe Geral ao Nucleo
Desde 1 de Março o nucleo está sob a Coordenaçao dos Companheiros
Gustavo Santos, tendo como secretario Bruno Ruivo e por tesoureiro Leonardo Barbosa.
As gestoes anteriores deram se nos respectivos periodos:
nov 2006-julho 2007
Leo Barbosa (Coordenador)Clarisse (Secretaria) e Vitorio (tesoureiro).
ago 2007- fev 2008
Armando Aguiar(Coordenador)Beth Scheikmann (secretaria)Mauricio Adelino(tesoureiro)
Cabe lembrar que todo processo de escolhas o é feito por pleito entre os integrantes do nucleo.
O nucleo no presente momento consta com seu estatuto proprio em vigor e em reunioes quinzenais.E como em outras ocasioes, em atuaçao em eventos e no desejo de criar espaços de discussoes politicas no meio academico puquiano , de modo a envolver a todos e nao apenas ao alunato da faculdade.E segue na luta apos as previas do Partido , em prol do nome escolhido em votaçao municipal ,isto é,em favor do deputado Alessandro Molon como candidato a prefeitura do Rio em 2009.Alem disto atua com vigor junto a 28 zonal do Partido.
Para contatos envie um email para: nucleoptpuc@yahoogrupos.com.br
Att
Armando Aguiar.
acessem:
http://www.ptrj.org.br/index.asp - Sitio PT RJ
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php - Sitio PT Nacional http://nucleoptsaopedro.blogspot.com/ - Núcleo PT Jacarepaguá- Núcleo de proletários São Pedro
Artigo sobre as previas
Cabe ressaltar que os demais candidatos Edson Santos e Benedita,bem, o primeiro foi chamado para a Secretaria de Inclusao Social pelo presidente Lula. E a Benedita coube a 'grandeza' de não querer meter se na previa ,pois ela visa o senado em 2010.Mas os dois nomes eram os melhores para o partido.E pelo resultado da previa deu Molon
Vladmir X Molon


Acima fotos do companheiro Vladimir contra a Ditadura em 68 e hoje.abaixo foto do companheiro e candidato escolhido Alessandro Molon
Quase 9 mil petistas foram às urnas, neste ultimo domingo dia 30 de março, consagrando o nome do deputado estadual Alessandro Molon como candidato do PT do Rio à Prefeitura carioca, nas eleições de 5 de outubro próximo.
Cerca de 32 mil filiados estavam aptos a participar do processo eleitoral e o número de votantes foi superior em mais de 2 mil votos ao que participou das últimas eleições diretas para as direções partidárias (PED 2007).
Às 21h, faltando apenas duas urnas para a apuração final, Molon detinha 69% dos votos, isto é, 5.471 contra 2.431 dados a Vladimir, ou 31%. Em entrevista na sede do Partido, Molon reafirmou seus compromissos, disse que sua candidatura contará com o apoio do Presidente Lula e do (argh)Governador Sérgio Cabral(PMDB) e que ele prosseguirá buscando apoios de todas as correntes e movimentos interessados e comprometidos em resgatar a cidade do Rio de Janeiro, retirando-a do fundo do poço em que foi jogada pelas sucessivas administrações do atual alcaide e aprendiz de blogueiro e prefeito Sr Cesar Maia(DEMOcratas)
Ainda a respeito das previas, nas palavras de Bruno,o Ruivo:
Quanto à questão política que levantada, pessoalmente era a favor de uma aliança Molon-Vladimir desde o primeiro dia em que eu entrei pro PT. Agora, não deu, infelizmente. Acho um desperdício dois dos melhores quadros do PT se engalfinharem, mas fazer o quê. Agora, num tom pessoal, não acho que seja caso do Vladimir desistir. Eu não acho que haja esse negócio de "tá na vez do fulano".
Vladimir particularmente derrotou o Milton Temer nas prévias de 1994 para governador do RJ. E no entanto, a cúpula anulou o pleito e indicou o Jorge Bittar (amargou meros 10% e um quarto lugar na eleição ficando atrás inclusive do torturador e espião Newton Cruz, do PSD). O Vladimir venceu as prévias para candidato a governador de 1998, e o Diretório Nacional desmantelou o Diretório Estadual para impor a candidatura de Anthony Garotinho (e sabemos bem o que nasceu disto).
Em 2000, perdeu as prévias para candidato a prefeito do Rio de Janeiro para a Benedita, por uma margem suspeitamente estreita. Se alguém no PT tem direito de disputar prévias, esse alguém é o Vladimir. Aquele papo do Cantalice de "união se faz na marra" eu acho uma blasfêmia. Em 1994, em 1998, e em 2000 ninguém falou em unidade do partido para apoiar o Vladimir (aliás, o mesmo vale para o Chico Alencar, em 1996 e 2004). A unidade do partido não pode funcionar contra o Vladimir, somente
Aliás, ter prévias é um lindo sinal de democracia, e unidade sem democracia é para papo pra stalinista dormir. Eu detestaria estar num partido obscurantista controlado por um Comitê Central maçônico que escolhe bandeirinhas para saírem candidatos. E eu detestaria muito mais estar num partido que, podendo lançar candidato um deputado federal, um deputado estadual, ou uma vereadora, força sua base a ficar a reboque de um Gabeira de um partido nanico.
As prévias estão entre as coisas que tornam o PT singular e inovador. Antes de 1979, a democracia interna era impensável no sistema partidário brasileiro, inclusive entre os partidos que pregavam a democracia. Longa vida para as prévias!
Abraços,
Bruno Ruivo
artigo sobre
Reforma sindical
Armando Aguiar
A indigência do movimento sindical brasileiro é coisa de dar dó. Depois de ter sido protagonista de momentos históricos importantes como a participação na derrocada da ditadura no anos 70, hoje,o que se vê é a completa capitulação dos trabalhadores a uma razão de Estado. Por isso não surpreendeu o fato de o Projeto de Lei 1990/2007 ter sido aprovado pelo Congresso Nacional sem que se ouvisse qualquer protesto por parte das principais lideranças sindicais.
O projeto, que é o resultado de uma MP apresentada pelo executivo -depois de ter sido discutida com trabalhadores e empresários, todos juntos, sentados na mesma mesa, no consenso habermasiano – define, delimita e estabelece regras para a existência das Centrais Sindicais. Ou seja, décadas depois de Getúlio Vargas ter colocado sua mão paternal sobre os trabalhadores, criando os sindicatos atrelados ao Estado, vivemos um novo momento de atrelamento ao Estado-pai, desta vez proposto por um homem que já foi uma das mais importantes figuras da vida sindical brasileira que sempre se considerou oposta ao modelo getulista.
As Centrais Sindicais, numa decisão tomada com empresários, já tem as suas regras para existir.para serem reconhecidas devem apresentar os requisitos: ter mais de 100 sindicatos filiados, nas cinco regiões do país, ter 5% do total de trabalhadores sindicalizados no país, ter presença de sindicatos em ao menos cinco setores de atividade econômica e filiação em,no mínimo, três regiões do país,Também segue valendo o imposto sindical que descontará 3,3% dos salários de todos os trabalhadores, sindicalizados ou não
A classe trabalhadora não precisa de permissão, regras, autorizações para lutar por seus direitos e para buscar os seus sonhos. A classe trabalhadora, unida, pode construir o mundo novo, inventando novas ordens e novas maneiras de organizar o mundo. A classe trabalhadora não precisa de tutela. Ela é autônoma, soberana e livre. E haverá de chegar o dia em que isso será óbvio demais
Artigo sobre o Dia das Mulheres
Armando Aguiar
Todos os dias ,os das mulheres
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos,situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar(realizar) o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.
Nesse um século e meio, a capacidade de luta e mobilização das mulheres garantiu melhores condições, mais respeito e dignidade, no entanto, a jornada continua desumana e discriminação e violência ainda são fantasmas que acompanham o mundo feminino e perturbam a sociedade.
De meu interesse frisar a situação da mulher proletária.Da gente simples que correspondem por 40% dos postos de trabalho e no setor de serviços representam 45%,segundo DIEESE.No entanto, no ramo de comércio e serviços as condições de trabalho continuam difíceis,com jornadas extensas,baixos salários e desigualdade de oportunidades
Aqui, o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
Em pleno século XXI,uma mulher ganha de 70 a 80% do salário de um homem para realizar as mesmas atividades.É pela mão de parte dessas militantes feministas dedicadas à construção de um projeto partidário que o feminismo entra no PT, trazendo três elementos fundamentais: uma identidade do feminismo com as lutas populares que se desenvolviam no país; uma elaboração feminista que se colocava como integrante e essencial a um projeto socialista; e uma visão crítica da relação histórica da esquerda com as lutas das mulheres. Um projeto de muitas mãos e cuja interpretação, sem dúvida, não é única.
Finalmente, ao se construir no contraponto das experiências dos partidos comunistas tradicionais, hegemônicos até a década de 1970, o PT estava potencialmente aberto a essa renovação, inclusive por sua pluralidade de origens.
fides et labor
Epidemia da dengue
Bem sobre a epidemia que grassa o Rio...Cesar Maia nao se ajoelhou...nao tem humildade e agora quer rezar?a situaçao principalmente aqui no suburbio ...Enquanto na zona sul os hospitais ao menos tem leitos poucos,mas tem...... ha regioes que pouco sao televisionadas que estão sob um caos silencioso.Bairros da Zona oeste em Jacarepaguá ou no longiquo Campo Grande,Sepetiba, Bangu vitimas e mais vitimas do descaso na saude e que sequer entram nas estatisticas. Mas nunca foi diferente.Espero que a partir de 2009 tudo comece do novo...
O preço do repelente aumentou e mesmo assim quase sumiram das prateleiras. ..chegam a custar até absurdos 5 % do salario minimo.Vejamos o mal da lei da oferta e procura do maldito sistema capitalista. ..ar condicionado nem todos tem(e seria uma desgraça ambiental),. ..Logo,ate na hora da epidemia não há igualdade!lamentavelmente. ..
A epidemia do Rio de dengue atinge toda a população. Ela tem razao de ser? é um castigo de Deus ou como disse um padre para o prefeito é preciso fazer mais que rezar?
A ilusao do poder de consumo
A.Aguiar
No ultimo dia 13 de março o jornal do Valor economico, que circula entre os empresários, publicou um caderno especial, que trouxe duas tabelas importantissimas, que reproduzimos em anexo. E parece que a esquerda, os movimentos sociais e a intelectualidade não se deu conta de sua gravidade.
Vejam: em 2007 as empresas que atuam no Brasil captaram no exterior nada menos do que 32 bilhões de dolares, para suas atividades. E os bancos que atuam no Brasil captaram em 2006, nada menos do que 330 bilhões de dolares e agora em 2007 mais 82 bilhões de dolares.
São 440 bilhões de dolares em apenas dois anos!. Ou seja é o capital especulativo que correu disfarçado pro Brasil, e aplicou na bolsa, em titulos da divida interna e sobretudo está financiado essa onda de vendas a prazo, em todos os setores.
O Governo euforico, a direita euforica, e os pobres euforicos, porque agora podem comprar de tudo, e carros, financiados, pasmem, em ate 90 prestações ( 7 anos e meio!!) Vao pagar dois automoveis. Um para a concessionária e outro para o banco.
Então o dinheiro do capital financeiro sobrante do mundo inteiro, fugindo da recessão e das taxas infimas de 2% e ate negativas na europa e no Japão, corre para o brasil para receber 12,5% do governo, com garantias e ate 48% ao ano quando financia carros, geladeiras, viagens ao exterior, etc.
Até o turismo vem sendo financiado por esses bancos a essas taxas. Depois de muitas décadas, pela primeria vez a classe media brasileira gastou 5 bilhões de dolares a mais no exterior do que entrou de turistas estrangeiros. Ou seja, a conta turismo é negativa pro Brasil. Tudo isso financiado vai voltar pra Europa e Estados unidos, duas vezes, primeiro nas despesas dos brasileiros e depois em juros.
É essa unaminidade de apoio ao governo Lula, que se produziu sob o manto do capital financeiro internacional.
Quando esse dinheiro terá de voltar?
Quando a sociedade brasileira vai se dar conta que os niveis de consumo financiado pelo exterior é uma ilusão, que não é um verdadeiro crescimento da economia?
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Os gastos do governo na versão da Rede Globo
Vejam a lista da rubrica em:
http://www.brasil. gov.br/governo_ federal/estrutur a/presidencia/]
A matéria também não diz que os gastos de custeio (água, luz, telefone, aquisição de computadores, passagens, diárias, combustível etc.) têm se mantido praticamente constantes nos últimos quatro anos, sempre na faixa de R$90 milhões.O texto cita em tom de denúncia o fato de ter havido um aumento de gastos de 2003 para 2005, sem dizer ao leitor que o programa Pró-Jovem – com orçamento de R$262 milhões só em 2005 - foi incorporado à Presidência da República (e não ao gabinete do presidente) naquele ano. Não se trata de "gastança", mas de um programa que auxilia na educação e formação profissional de 467 mil jovens de 15 a 24 anos em situação de risco social.A reportagem registra ainda que houve um aumento de 68 para 149 funcionários da "assessoria particular" do presidente. Isso não é verdade.
O segundo número corresponde basicamente à fusão de estruturas já existentes.
Com relação aos gastos com cartões de pagamento, deve-se ressaltar que todas as despesas realizadas têm o amparo da legislação e todas as contas foram aprovadas pelo mesmo TCU, que serviu de fonte para a reportagem, após auditoria de 90 dias entre 2005 e 2006. O repórter é desrespeitoso com ecônomos, servidores públicos encarregados do controle e execução dedespesas, a quem chama depreciativamente de "mordomos". E comete uma inverdade quando afirma que algum desses profissionais está a serviço da primeira-dama.A reportagem menciona também a compra de uma "estante do tipo rack" no val or de R$25,1 mil, como se fosse um item de luxo, quando na verdade trata-se de uma estrutura de suporte para computadores e servidores de rede da central de informática do Palácio do Planalto. O valor é compatível com o de mercado.
Na mesma linha, a matéria afirma que há custeio de "massagens para os funcionários do Palácio". Na realidade, o gasto se refere a um programa específico, a Semana de Qualidade de Vida, promovido em maio pela Coordenação de Saúde da Presidência, para orientar os funcionários quanto à postura corporal na prevenção de lesões no trabalho. Programas como esse existem em todas as grandes empresas. Provavelmente, O GLOBO já promoveu atividades dessa natureza para seus funcionários. Certamente não deve considerá-las mordomias.Em suma, a reportagem falta com a verdade na tentativa de passar ao leitor uma imagem de ostentação e luxo, tratando como gastos absurdos investimentos em programas sociais, na saúde dos funcionários e na manutenção e reposição de materiais necessários à administração pública. Ressaltamos que todas essas incorreções e equívocos poderiam ter sido evitados se a Secretaria de Imprensa da Presidência da República fosse contatada previamente, como é de praxe.[Se a intenção fosse realmente informar, certo?]
Crise de ética ou pedancia da Direita
Nunca a América Latina teve possibilidades tão interessantes, ainda que frágeis, ainda que tenha-se os que forçosamente argumentam de modo a tornar a politica um espaço desacreditado e mundo irreversivel, conturbado
Faz alguns anos, o coronel Perón na Argentina, para horror das “gentes como uno”, colocou os “cabecitas negras” nas ruas, os “descamisados” e lhes deu direitos de cidadania. Ao mesmo tempo, seu populismo autoritário esmagou organizações intermediárias, colocando a sós o líder, sua companheira Evita de um lado e o povo do outro. Os militares intervieram para destruir o processo, mas Perón e Evita viraram mitos. As ambigüidades do peronismo foram tantas, que dificultaram até hoje o crescimento da cidadania democrática, depois de ditaduras terríveis, mas ao mesmo tempo estas não conseguiram apagar o protagonismo popular, chame-se hoje “piqueteros” ou nação peronista, apesar de um Menen caricato e corrupto pelo meio.
No México, o “tata” Cárdenas deu voz a índios e mestiços, nacionalizou o petróleo e trouxe dignidade ao país, diante de seu feroz vizinho do norte. A solução das oligarquias foi cooptar os sucessores presidenciais num Partido Revolucionário Institucional de caciques. Mas as sementes dos anos 30 rebrotaram no PRD do filho de Lázaro Cárdenas, Cuhautémoc e depois em Chiapas, no zapatismo.No Brasil, Getúlio, ditador no Estado Novo, deu direitos aos trabalhadores e voltou triunfalmente em 1950, para suicidar-se em 1954 pelas pressões de um udenismo direitista de falso moralismo, que preparou o golpe dez anos depois. Porém, mais adiante, se fortaleceram os movimentos populares, o MST como exemplo significativo, e surgiram o PDT de Brizola e, principalmente, o Partido dos Trabalhadores de Lula.Falso moralismo preso a fala de tantos que primam em taxar a uns ou outros como mais ou menos eticos.Crise do logos? Risivel...
Estaremos diante de uma nova fase populista? Diria enfaticamente que não. Há diferenças notáveis. Os três estadistas citados vinham das próprias elites e, a partir delas, faziam concessões. Agora a situação para os setores dominantes é muito mais ameaçadora. Tudo começou aqui com um operário metalúrgico migrante. No dizer de Luís Fernando Veríssimo, até então tínhamos sido governados por Braganças e agora chegava um simples da Silva. É audível o ranger de dentes quando, em alguns setores, se fala de Lula e de Marisa Letícia, para eles uma situação social e política insuportável. Prefeririam alguém com português escorreito e, se possível, vindo da academia.Mas um nordestino vindo das classes humildes...é humilhante para a academiaNa Bolívia, depois de um Sanchez de Lozada com forte sotaque gringo, da estirpe dos novos donos de mineração, sucessores dos Patiños, chegou, para horror de muitos, um índio cocalero, um Morales com o estranho nome de Evo.
No Equador, o movimento indígena foi se fortalecendo nos últimos anos, como previu o notável bispo de Riobamba, D. Leonidas Proaño e levou à presidência Rafael Corrêa, que não tem essa origem étnica, mas que tenta expressar seus anseios, e que se declara seguidor da teologia da libertação e das comunidades de base cristãs.No Peru, um mestiço de propostas pouco nítidas, Ollanta, quase ganhou de um ex-presidente aprista branco, Alan Garcia, de posições também indefinidas. Mas as marchas pré-eleitorais de um e de outro mostraram dois países visualmente diferentes. Também ver as manifestações pró e contra Chávez é como descobrir duas realidades distintas, raças e classes opostas. Numa eleição futura no Paraguai, um ex-bispo católico, Fernando Lugo, cresce nas sondagens por suas ligações com as comunidades guaranis.
Kirchner e Cristina, provenientes de províncias pobres e periféricas, mas com fisionomias bem pouco populares, fazem no entanto apelo a uma nação peronista que nunca desapareceu. No caso de Tabaré Vásquez no Uruguai este, dirigente da Frente Ampla, acabou com a alternância histórica e elitista de blancos e colorados, pondo a esquerda no poder. No Chile, Michele Bachelet, presa e torturada com sua mãe pela ditadura, pai general expurgado, depois Ministra da Defesa que os militares tiveram de engolir, continuando Ricardo Lagos, repetiu a derrota do “barrio alto” pelo povo das poblaciones, que saiu às ruas com Allende e foi depois massacrado por Pinochet.Deixemos de lado a Colômbia, conservadora e em plena insurreição e o México, com eleições fraudulentas. Na Nicarágua, voltou enfim Daniel Ortega, mas com um sandinismo deturpado pela corrupção (a triste “piñata” que distribuiu benesses entre os vencedores).
Cada um destes processos tem uma história própria, com suas ambigüidades e suas potencialidades. O caso brasileiro parece o mais maduro, preparado por muitos anos de tentativas eleitorais frustradas desde 1989 e por caravanas da cidadania pelo país afora, hoje com uma política realista, cônscia da diferença entre o desejável e o possível, mas com políticas sociais que o povo, sentindo na pele, avalia muito melhor do que uma esquerda ideológica.Meu carinho pela Bolívia, onde acompanhei o curto governo de J.J. Torres, assassinado a mando de Banzer e dos americanos, me faz ver com interesse um processo frágil, às vezes imaturo, rondado por separatismos comandados de fora, mas sobre o qual há que fortemente apostar e ser solidário. Lembro especialmente de um amigo arguto daqueles anos, hoje senador do MAS, o companheiro Filipo.Bem mais ambíguo é o caso da Venezuela e não consigo acreditar no chavismo entusiasta de certos setores da esquerda. Faz-me lembrar Perón, atacando verbalmente o imperialismo e fazendo acordos com ele por baixo do pano. Muita verbosidade e uma tendência autoritária latente. Mas tem o povo pobre a seu lado e desenvolveu políticas sociais ambiciosas. Um elemento positivo foi Chávez aceitar a derrota do último referendo, para decepção da direita, que esperava uma reação violenta, ela que tentaria preparar um golpe se perdesse. Derrota por um fio, num país dividido ao meio. Reação democrática e constitucional de Chávez, que pode ser desfeita mais à frente por nova onda de ameaças e de retaliações.
Mais complexo é o caso de Cuba, prisioneira de um bloqueio americano absurdo e criminoso e de um sistema interno autoritário, com um líder que pretende eternizar-se, mas com saúde e futuro incertos. O país parece mal preparado para uma transição difícil. Dizem alguns que Raul Castro pode surpreender, com uma saída à chinesa, politicamente mantendo símbolos e enrijecimento, economicamente com aberturas ao mercado internacional. Digo isto, ainda que em linhas muito gerais, porque temos de tentar fazer análises cuidadosas sobre processos históricos complexos, pesando os prós e os contras de cada caso, que podem também mudar a qualquer momento, para bem e para mal. Marx indicou a necessidade de subir do abstrato para o concreto. Vejo muitas análises, de alguns que se crêem seus seguidores, encerradas num plano filosoficamente idealista e ideológico, a partir de teses gerais, sem raízes na realidade, mitificadas, preconceituosas ou emocionais. É o que nosso autor alemão chamava de ideologia, isto é, uma visão invertida da realidade e de falsa consciência.
Temos de acompanhar estes processos cada um em seu contexto, não apenas para conhecê-los, mas antes de tudo para trabalhar pela transformação da realidade (ver a última tese de Marx contra Ferbach), torcendo para que dêem certo no que têm de positivo emergente, pensando no que eles podem ajudar – ou dificultar – um processo necessário de integração latino-americana, ao nível dos povos e não apenas dos setores dominantes.Nesse sentido, a diplomacia brasileira de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro Guimarães, seguindo orientações do presidente, tem sido cuidadosa e criativa. Não é com bravatas que se avança, mas com medidas concretas, Lula dialogando com Evo, Corrêa, Bachelet, Tabaré, Cristina, no futuro talvez Lugo e, sempre que possível, com o surpreendente Chávez, talvez o mais difícil, por sua ânsia de liderança.
Voltando ao princípio, nunca a América Latina teve possibilidades tão interessantes, ainda que frágeis, num mundo conturbado, onde o império está enredado no oriente em guerras sem saída. Isso, colocados num espaço latino-americano estrategicamente secundário a nível internacional, poderia abrir-nos possibilidades para experimentar e criar, se não formos atropelados por posições aprioristas de uma esquerda ideológica e se soubermos anular a volta de uma direita impaciente e revanchista. Tudo a começar pelo Brasil, que iniciou o processo e que não pode, de maneira alguma, interrompê-lo. Vejamos o ranger de dentes da elite...
terça-feira, janeiro 08, 2008
O Núcleo neste semestre- Pauta 2008.1
Companheiros ,desde já faço desde já faço em deixar a reunião para a data de 17 de Janeiro, quinta feira da semana seguinte as 15h.
Seguem os pontos previstos para a nossa pauta:
-Analise de Conjuntura geral e do Nucleo pós recesso
-Projetos para o semestre FEV-AGO/2008
-Pontos do Estatuto quanto a votação,funções,etc
-Sobre atuação junto a 28 Zonal
-contato com representantes da Zonal,de modo que na agenda desta esteja a relação e direta de Nosso Núcleo
-Questão dos Filiados do Nucleo inscreverem se na 28 Zonal
-Campo de atuação:
as questões Puquianas e espaço ao redor.
Relações Nucleo além PUC.
-Organizaçao do I Curso de Formação Politica em 2008
-Organizar agenda de Atuaçao Junto a Mov.Sociais e Estudantis,estrategias de planejamento de divulgaçao do Nucleo na PUC
-Planejamento e organicidade para a III Gestao do Nucleo e nomes para as Eleições internas-Possibilidade de setoriais,junto a comprometimento de membros em prol de uma maior atuação,práxis,verdadeira razão para a nossa atuação como partidários do PT e ativistas em Mov. Sociais
Acima de tudo,atuação.
Discutir é fundamental.Mas fazer politica em sala,com ar condicionado é facil demais.
Teremos de ser incansaveis e incessantes!Na teoria e na prática.
Att. Armando Aguiar
Coordenador na gestão interna Ago 2007/ jan 2008
Fides et Labor.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Berzoini e Alberes Lima eleitos no PED/07 II Turno.
Os petistas do municípiodo Rio de Janeiro elegeram, neste domingo, Alberes Lima como o novo presidente do Diretório Municipal do PT do Rio. Ele é, atualmente, Secretário Geral do Diretório Estadual do PT-RJ e foi eleito com 2.631 votos contra Antonio Neiva, que obteve 1.237. Foram 3.868 votos válidos, dos quais, Alberes obteve 68%, ficando Neiva com 32%. Houve, ainda, 93 votos em branco e 49 nulos, totalizando 4.010 eleitores.
Na eleição para a presidência nacional do PT, o atual presidente Ricardo Berzoini recebeu 2.476 votos, com Jilmar Tatto obtendo 1.168. Houve 248 votos em branco e 119 nulos, em um total de 4.011 eleitores.
O segundo turno das eleições no município carioca não repetiu a presença massiva de petistas às urnas, na comparação com o primeiro turno, quando, na capital, quase 7 mil filiados votaram. Ao todo, 25.921 petistas estavam aptos ao voto.
A Zona Oeste foi quem registrou a maior presença de petistas nas urnas. A Zonal que teve maior número de votos foi a 39ª, na Vila Aliança, com 280 eleitores. A seguir, a 38ª Zonal, na Vila Kennedy, registrou a presença de 274 eleitores, seguindo-se a 40ª Zonal, em Bangu, com 265 votantes, e a 50ª, em Senador Camará, com 233.
Deputado federal por São Paulo comandará partido no biênio 2008/2009. Segundo a página do partido na internet, seu adversário, o também deputado federal Jilmar Tatto (SP), ligou para Berzoini e o cumprimentou pela vitória.
SÃO PAULO – O deputado federal Ricardo Berzoini (SP) foi reeleito presidente nacional do PT e comandará o partido no biênio 2008/2009. Segundo a página do partido na internet, seu adversário, o também deputado federal Jilmar Tatto (SP), ligou para Berzoini e o cumprimentou pela vitória.
Com 118 mil votos apurados até a manhã de segunda-feira (17), entre 150 mil previstos, Berzoini obteve 69.869 votos (62,29%) e Jilmar Tatto, 42.292 (37,71%). Houve 4.404 brancos e 1.934 nulos, em 1.324 municípios. Segundo a Secretaria Nacional de Organização, não há mais possibilidade de Tatto reverter o resultado.
Berzoini disse que trabalhará em seu segundo mandato para “acumular forças” durante as eleições municipais de 2008, de modo a permitir que o PT lance um candidato próprio em 2010. Garantiu ainda que sua grande referência serão as decisões tomadas no terceiro Congresso do PT, realizado neste ano.
Funcionário do Banco do Brasil a partir de 1978, Berzoini militou no Sindicato dos Bancários de São Paulo. Entrou no PT em 1980 e tornou-se membro do Diretório Nacional do partido em 1995. Deputado federal eleito em 1998, 2002 e 2006, foi ministro de Estado da Previdência e Assistência Social (2003-2004) e do Trabalho e Emprego (2004-2005)
RESULTADO PED/2007 – CHAPAS NACIONAIS NO RIO DE JANEIRO
Terra trabalho e soberania 119
A esperança é vermelha 643
Democracia pra valer 208
Mensagem ao partido 5.613
Partido é pra lutar 3.049
Movimento popular 180
Militância socialista 2.873
Construindo um novo brasil 8.049
Programa operário e socialista 87
RESULTADO PED/2007 – CHAPAS ESTADUAIS NO RIO DE JANEIRO
(O total de votos corresponderá ao número de assentos no Diretório Estadual e Executiva conforme a porcentagem de cada chapa)
Terra trabalho e soberania 105
A esperança é vermelha 485
Unir e renovar 440
Mensagem ao partido 4.700
Partido é pra lutar 2.128
União de base 632
Unindo forças 1.463
Socialismo e luta 3174
Construindo um novo Brasil 2.630
Fórum de idéias por um Brasil socialista 2088
Partido unido 2378
Partido para todos 612
quarta-feira, dezembro 12, 2007
II Turno PT Nacional-Berzoini ou Jilmar Tatto.Mudanças à vista?
O deputado federal Ricardo Berzoini (SP), atual presidente, disputa a reeleição. O desafiante é o também deputado federal Jilmar Tatto (SP). Mais de 326 mil petistas participaram da primeira fase das eleições internas, que iniciou o processo de escolha dos dirigentes do PT, em todos os níveis, para os próximos dois anos.
O total de votantes foi superior ao registrado nas eleições internas de 2005 (314.926). Dos 326.147 votos apurados, Berzoini obteve 131.699 (43,42%) e Tatto 61.440 (20,25%). Na seqüência aparecem José Eduardo Cardozo (19,02%), Valter Pomar (12%), Gilney Viana (3,71%), Markus Sokol (0,99%) e José Carlos Miranda (0,61%). Os próximos dias serão cruciais para a reorganização dos apoios para o segundo turno.
Em entrevistas exclusivas à revista Carta Maior, Berzoini e Tatto falam sobre seus projetos para o partido, a relação com o governo Lula e os planos para as eleições de 2010. Para o atual presidente do PT, sua vitória seria a continuidade de um mandato que corrigiu os "erros" do passado com "mais transparência e formalização do fluxo de receitas e despesas", além de ter "garantido um debate interno aberto".
Para Tatto, porém, o PT precisa ter seu poder mais partilhado, o que não será possível se Berzoini vencer. "Ele tem 43% do partido sozinho e um terço dos presidentes estaduais são da corrente dele. Ter uma força com esse poderio todo já mostrou ser perigoso, basta ver a história recente do partido", afirmou o deputado. A seguir, leia os principais trechos dessas entrevistas.
II Turno PED 2007 e 28a Zonal
Agradecemos a confiança aos que compareceram as urnas nas eleições do PED 2007 em 02/12/07 I Turno. Neste Domingo dia 16 de dezembro II Turno para os cargo Municipal e nivel Nacional.
Para a coordenação da 28ª zonal num mandato de dois anos está eleita para presidência e com cinco membros, dos doze, a chapa Despertar assinada por Carmelita ,companheira a qual para 2008 entraremos em contato .Aproveito para informar repetidamente que neste próximo domingo, dia 16/12, das 9h às 17h, no mesmo local, será realizado o 2º turno para a presidência nacional e municipal do PT.
ELEIÇÕES PED 2007 DATA: LOCAL DE VOTAÇÃO: Escola Marília de DirceuRua dos Jangadeiros, 39, esquina com Barão da Torre -Ipanema
HORÁRIO: das 9h às 17h
Link com diretorio afim de saber se esta apto ou não a votação:http://www.ptrj.org.br/riodejaneiro.html
Foi reeleito no primeiro turno o atual presidente do PT/RJ: Alberto Cantalice (Construindo um Novo Brasil).
Foram para segundo turno os candidatos à presidência do PT:
Município do Rio: Sebastião Alberes de Lima Bernardo (Movimento: Por todos os sonhos, Por todas as lutas) e Antonio de Neiva Moreira Neto (Socialismo é luta).
Nacional: Ricardo Berzoini (chapa Construindo um Novo Brasil), Jilmar Tatto (Partido é pra Lutar).
Att. Arm Aguiar
Ultima Reunião do Semestre 2007.2
Data:Quinta-feira 13/12
Hora:13h Local:Araras PUC RIO
Companheiros ,Nesta Quinta Feira Reuniao nas ARARAS 13h.Sera fundamental a presença de todos,até quanto ultima reunião geral do Nucleo em 2007.
Pauta:
-Projetos e propostas para o Nucleo em 2008.Neste ponto inclui-se Cordenação para 2008.1,Organicidade e funcionamento do Nucleo,...
-Discussão acerca do II turno do PED,da responsabilidade quanto a oposição ao Campo Majoritario e o quanto isto tem de representatividade em relaçao aos que estão do lado de fora do Partido,principalmente a Midia.
Dentre outros mais a serem expostos mediante o surgimento destes.
"Preso à minha classe e a algumas roupas vou de branco pela rua cinzenta
Melancolias, coisas e mercadorias espreitam-me .Devo seguir até o enjôo? Posso,sem armas, revoltar-me? O tempo e o pobre fundem-se no mesmo impasse Em vão me tento explicar,os muros são surdos .Sob a pele das palavras há cifras e códigos. O sol consola os doentes e não os renova .E as coisas.Que tristes são as coisas,quanto mais consideradas. sem ênfase."
Att.Armando Aguiar
Crise de Ética ou Pedancia politica da Agenda da Direita
O protagonismo popular na América Latina ameaça as elites classistas
Nunca a América Latina teve possibilidades tão interessantes, ainda que frágeis, ainda que tenha-se os que forçosamente argumentam de modo a tornar a politica um espaço desacreditado e mundo irreversivel, conturbado
Faz alguns anos, o coronel Perón na Argentina, para horror das “gentes como uno”, colocou os “cabecitas negras” nas ruas, os “descamisados” e lhes deu direitos de cidadania. Ao mesmo tempo, seu populismo autoritário esmagou organizações intermediárias, colocando a sós o líder, sua companheira Evita de um lado e o povo do outro. Os militares intervieram para destruir o processo, mas Perón e Evita viraram mitos. As ambigüidades do peronismo foram tantas, que dificultaram até hoje o crescimento da cidadania democrática, depois de ditaduras terríveis, mas ao mesmo tempo estas não conseguiram apagar o protagonismo popular, chame-se hoje “piqueteros” ou nação peronista, apesar de um Menen caricato e corrupto pelo meio.
No México, o “tata” Cárdenas deu voz a índios e mestiços, nacionalizou o petróleo e trouxe dignidade ao país, diante de seu feroz vizinho do norte. A solução das oligarquias foi cooptar os sucessores presidenciais num Partido Revolucionário Institucional de caciques. Mas as sementes dos anos 30 rebrotaram no PRD do filho de Lázaro Cárdenas, Cuhautémoc e depois em Chiapas, no zapatismo.
No Brasil, Getúlio, ditador no Estado Novo, deu direitos aos trabalhadores e voltou triunfalmente em 1950, para suicidar-se em 1954 pelas pressões de um udenismo direitista de falso moralismo, que preparou o golpe dez anos depois. Porém, mais adiante, se fortaleceram os movimentos populares, o MST como exemplo significativo, e surgiram o PDT de Brizola e, principalmente, o Partido dos Trabalhadores de Lula.Falso moralismo preso a fala de tantos que primam em taxar a uns ou outros como mais ou menos eticos.Crise do logos? Risivel...
Estaremos diante de uma nova fase populista? Diria enfaticamente que não. Há diferenças notáveis. Os três estadistas citados vinham das próprias elites e, a partir delas, faziam concessões. Agora a situação para os setores dominantes é muito mais ameaçadora. Tudo começou aqui com um operário metalúrgico migrante. No dizer de Luís Fernando Veríssimo, até então tínhamos sido governados por Braganças e agora chegava um simples da Silva. É audível o ranger de dentes quando, em alguns setores, se fala de Lula e de Marisa Letícia, para eles uma situação social e política insuportável. Prefeririam alguém com português escorreito e, se possível, vindo da academia.Mas um nordestino vindo das classes humildes...é humilhante para a academia
Na Bolívia, depois de um Sanchez de Lozada com forte sotaque gringo, da estirpe dos novos donos de mineração, sucessores dos Patiños, chegou, para horror de muitos, um índio cocalero, um Morales com o estranho nome de Evo.No Equador, o movimento indígena foi se fortalecendo nos últimos anos, como previu o notável bispo de Riobamba, D. Leonidas Proaño e levou à presidência Rafael Corrêa, que não tem essa origem étnica, mas que tenta expressar seus anseios, e que se declara seguidor da teologia da libertação e das comunidades de base cristãs.
No Peru, um mestiço de propostas pouco nítidas, Ollanta, quase ganhou de um ex-presidente aprista branco, Alan Garcia, de posições também indefinidas. Mas as marchas pré-eleitorais de um e de outro mostraram dois países visualmente diferentes. Também ver as manifestações pró e contra Chávez é como descobrir duas realidades distintas, raças e classes opostas. Numa eleição futura no Paraguai, um ex-bispo católico, Fernando Lugo, cresce nas sondagens por suas ligações com as comunidades guaranis.
Kirchner e Cristina, provenientes de províncias pobres e periféricas, mas com fisionomias bem pouco populares, fazem no entanto apelo a uma nação peronista que nunca desapareceu. No caso de Tabaré Vásquez no Uruguai este, dirigente da Frente Ampla, acabou com a alternância histórica e elitista de blancos e colorados, pondo a esquerda no poder. No Chile, Michele Bachelet, presa e torturada com sua mãe pela ditadura, pai general expurgado, depois Ministra da Defesa que os militares tiveram de engolir, continuando Ricardo Lagos, repetiu a derrota do “barrio alto” pelo povo das poblaciones, que saiu às ruas com Allende e foi depois massacrado por Pinochet.
Deixemos de lado a Colômbia, conservadora e em plena insurreição e o México, com eleições fraudulentas. Na Nicarágua, voltou enfim Daniel Ortega, mas com um sandinismo deturpado pela corrupção (a triste “piñata” que distribuiu benesses entre os vencedores). Cada um destes processos tem uma história própria, com suas ambigüidades e suas potencialidades. O caso brasileiro parece o mais maduro, preparado por muitos anos de tentativas eleitorais frustradas desde 1989 e por caravanas da cidadania pelo país afora, hoje com uma política realista, cônscia da diferença entre o desejável e o possível, mas com políticas sociais que o povo, sentindo na pele, avalia muito melhor do que uma esquerda ideológica.
Bolívia, o curto governo de J.J. Torres, assassinado a mando de Banzer e dos americanos, me faz ver com interesse um processo frágil, às vezes imaturo, rondado por separatismos comandados de fora, mas sobre o qual há que fortemente apostar e ser solidário. Bem mais ambíguo é o caso da Venezuela e não consigo acreditar no chavismo entusiasta de certos setores da esquerda. Faz-me lembrar Perón, atacando verbalmente o imperialismo e fazendo acordos com ele por baixo do pano. Muita verbosidade e uma tendência autoritária latente. Mas tem o povo pobre a seu lado e desenvolveu políticas sociais ambiciosas. Um elemento positivo foi Chávez aceitar a derrota do último referendo, para decepção da direita, que esperava uma reação violenta, ela que tentaria preparar um golpe se perdesse. Derrota por um fio, num país dividido ao meio. Reação democrática e constitucional de Chávez, que pode ser desfeita mais à frente por nova onda de ameaças e de retaliações.
Mais complexo é o caso de Cuba, prisioneira de um bloqueio americano absurdo e criminoso e de um sistema interno autoritário, com um líder que pretende eternizar-se, mas com saúde e futuro incertos. O país parece mal preparado para uma transição difícil. Dizem alguns que Raul Castro pode surpreender, com uma saída à chinesa, politicamente mantendo símbolos e enrijecimento, economicamente com aberturas ao mercado internacional. Digo isto, ainda que em linhas muito gerais, porque temos de tentar fazer análises cuidadosas sobre processos históricos complexos, pesando os prós e os contras de cada caso, que podem também mudar a qualquer momento, para bem e para mal. Marx indicou a necessidade de subir do abstrato para o concreto. Vejo muitas análises, de alguns que se crêem seus seguidores, encerradas num plano filosoficamente idealista e ideológico, a partir de teses gerais, sem raízes na realidade, mitificadas, preconceituosas ou emocionais. É o que nosso autor alemão chamava de ideologia, isto é, uma visão invertida da realidade e de falsa consciência.
Temos de acompanhar estes processos cada um em seu contexto, não apenas para conhecê-los, mas antes de tudo para trabalhar pela transformação da realidade (ver a última tese de Marx contra Ferbach), torcendo para que dêem certo no que têm de positivo emergente, pensando no que eles podem ajudar – ou dificultar – um processo necessário de integração latino-americana, ao nível dos povos e não apenas dos setores dominantes.
Nesse sentido, a diplomacia brasileira de Celso Amorim e de Samuel Pinheiro Guimarães, seguindo orientações do presidente, tem sido cuidadosa e criativa. Não é com bravatas que se avança, mas com medidas concretas, Lula dialogando com Evo, Corrêa, Bachelet, Tabaré, Cristina, no futuro talvez Lugo e, sempre que possível, com o surpreendente Chávez, talvez o mais difícil, por sua ânsia de liderança.
Voltando ao princípio, nunca a América Latina teve possibilidades tão interessantes, ainda que frágeis, num mundo conturbado, onde o império está enredado no oriente em guerras sem saída. Isso, colocados num espaço latino-americano estrategicamente secundário a nível internacional, poderia abrir-nos possibilidades para experimentar e criar, se não formos atropelados por posições aprioristas de uma esquerda ideológica e se soubermos anular a volta de uma direita impaciente e revanchista. Tudo a começar pelo Brasil, que iniciou o processo e que não pode, de maneira alguma, interrompê-lo. Vejamos o ranger de dentes da elite...
APRESENTAÇÃO :JILMAR TATTO - chapa Partido é Pra Lutar
"Neste momento de encruzilhada histórica em toda a América Latina, em que o neoliberalismo mostra sinais de seu ocaso, o maior partido de esquerda do continente passará por eleições diretas em que certamente mais de 300 mil filiados escolherão as novas direções. Se não podemos creditar a elas toda a responsabilidade na condução de um partido que é de massas, por outro lado é papel das direções a organização e adequado cumprimento dos cronogramas de mobilização para atingir os inúmeros e claros objetivos que temos no próximo período. Essas são as razões para apresentarmos a candidatura do companheiro Jilmar Tatto, deputado federal, um dos atuais vice-presidentes nacionais do PT, companheiro que já desempenhou as tarefas de presidente do diretório municipal do partido em São Paulo, deputado estadual, secretário municipal de abastecimento, das subprefeituras, de transportes e de governo da cidade de São Paulo. Temos convicção de que o companheiro Jilmar, juntamente com os companheiros e companheiras de todo o Brasil que compõem nossa chapa para o Diretório Nacional do PT, representam essa capacidade de levar adiante as tarefas acima elencadas, conduzindo democraticamente no próximo período um PT autônomo, renovado e capaz de continuar sendo a alternativa de esquerda para o povo brasileiro. Com uma ampla base de sustentação, é o que esperamos debater com a militância petista neste rico Processo de Eleições Diretas que se avizinha"
APRESENTAÇAO:RICARDO BERZOINI-chapa construindo um novo Brasil
"Trata-se de uma candidatura comprometida com a preservação dos princípios que marcam a vida do PT, que contribuíram com a transformação da cultura política do país na medida em que tornou explícita a natureza do capitalismo brasileiro, excludente e produtor de desigualdades sociais e regionais, de todas as formas de discriminação, opressão e autoritarismo que marcaram a história do Brasil.A preservação destes princípios, definidores do socialismo petista, deve estar associada à defesa constante dos valores e da democracia interna do PT que, por sua forma e conteúdo, permitiram a elaboração de sínteses políticas capazes de produzir um duplo movimento: o PT alimentou e foi alimentado pela experiência dos movimentos sociais, tendo sido capaz, também, de formular políticas públicas e marcos legais voltados à afirmação de direitos dos setores que a eles poucas vezes tiveram acesso. Devemos lembrar, também, que foi essa direção quem conduziu a vitoriosa campanha do presidente Lula à reeleição e, com erros e acertos, promoveu um reencontro do partido com sua militância. Sob essa mesma direção o PT defendeu Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara e permitiu que chegássemos, pela segunda vez, à presidência daquela casa.
Os oito anos do governo Lula não podem ser um soluço progressista em 500 anos de história conservadora. Para que esse projeto tenha continuidade, precisamos que o PT fortaleça sua democracia interna, revigore os seus princípios e mantenha as suas pernas firmes. Para isso, precisamos de um presidente com densidade política, capacidade de articulação, liderança partidária e que já tenha comprovado seu compromisso com a unidade do partido. O PT não pode se transformar numa federação de tendências. Somos o maior partido de esquerda do hemisfério sul e, com as características que temos, precisamos de um presidente que não alimente em nosso meio o espírito da disputa permanente e autofágica"
quarta-feira, novembro 28, 2007
Eleições internas no PT:Oposição x Campo Majoritário
Quem fala sobre as eleições no partido,sabado agora, em 2 de dezembro (primeiro turno), dá de barato que o atual presidente, Ricardo Berzoini, já está reeleito, com folga. Pode até ser, mas política e eleições não são cartesianos, não se fazem com números, ou, pelo menos, não se resumem a somas aritméticas.
A virtual vitória de Berzoini corresponde à derrota do deputado José Eduardo Cardozo,que segundo pesquisas da Isto é desponta como mais forte concorrente do Campo Majoritário do Partido e sua tese Construindo um novo Brasil. Campo Majoritário é a tendência dentro do PT a que pertenceram os últimos presidente nacionais do partido,como José Dirceu, José Genoíno e o atual Ricardo Berzoini que tenta a reeleição. O mesmo Jose Cardoso da oposição pela tese Mensagem ao Partido tem arregimentado apoios respeitáveis
Nomes que não apóiam a situação ou estão em franca oposição ao Campo Majoritário estão os ministros Tarso Genro (da Justiça, ex-coordenador político), Fernando Haddad (Educação, com boa imagem na opinião pública), Paulo Vanucchi (de direitos humanos, área sensível para a militância petista), e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário, idem). , três dos quatro governadores petistas: Jaques Wagner (BA), Marcelo Déda (SE) e Ana Júlia Carepa (PA), ficando de fora apenas Wellington Dias (PI). Sem contar os prefeitos de capitais João Paulo (Recife), Luizianne Lins (Fortaleza) e João Cozer (Vitória). Trunfos do PT na academia, como Marilena Chaui, Maria da Conceição Tavares, Maria Victória Benevides e Paul Singer. Nomes e posições bem expressivos. Se não forem capazes de dar a vitória dos números à candidatura alternativa, certamente serão de dar densidade política a ela, com um recado importante para o governo, a cúpula partidária e, especialmente, a sofrida militância petista, tonta com tantos solavancos na chegada do partido ao poder.
-Há vitórias e vitórias. Umas têm quantidade, outras, qualidade. A médio e a longo prazos, os efeitos podem ser formidáveis. O PT anda carente de efeitos formidáveis.Queremos mudanças para que o partido agregue as massas e tenha em sua pauta as mobilizações sociais.
* nota:
O Campo Majoritário era um amontoado de grupos mais ou menos próximos em torno do centro do partido, mas havia um grupo dominante que era liderado pelo José Dirceu. Com a crise, justamente o setor hegemônico do Campo Majoritário saiu chamuscado, perdeu respeitabilidade, perdeu capacidade de influenciar os demais setores do partido, teve sua liderança questionada. Hoje, o setor predominante é obrigado a ceder espaço para os demais, negociar mais. Então, hoje, o Campo Majoritário é mais homogêneo .Tarso Genro lidera uma corrente de oposição moderada (Mensagem ao Partido). Alas mais moderadas ‘à direita’, do ponto de vista do PT, foram incorporadas pelo Campo Majoritário e em parte pelo próprio Movimento PT. Grupos mais à esquerda seguem como grupos estridentes, com maior ou menor importância do ponto de vista organizacional. A Articulação de Esquerda é um pouco maior, mas não a ponto de se tornar uma alternativa real de poder dentro do partido, mesmo que se junte com os grupos trotskistas.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Disputa a Presidência do PT -Candidatos ,Chapas e plataformas
Segue importante informe obtido junto ao D.Municipal.Aos que votarão no PED deixo também endereço em que a nossa 28 Zonal votará:
28ª ZONAL/PT :
ELEIÇÕES PED 2007
DATA: 02/12/07
LOCAL DE VOTAÇÃO: Escola Marília de Dirceu
Rua dos Jangadeiros, 39, esquina com Barão da Torre -Ipanema
HORÁRIO: das 9h às 17h
***ÚLTIMO DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS(AS) A PRESIDENTE DO PT-RJ
DATA: 29/11/07 (quinta-feira) IMPERDIVEL!!!
LOCAL: Centro Cultural Barão de Mauá, na Estação de Trem da Leopoldina.
HORÁRIO: início às 19h.
DIA 22/11 - Quinta Feira18:30h - Debate entre Chapas Estaduais na Capital
Local: Auditório do PT - Rua do Carmo, 38 3º andarCentro - Rio de Janeiro.
Evento -Rio em Foco: Pensando a Cidade e Contruindo Alternativas Para Uma Agenda Social Integrada
Dia 27/11 às 18h30 Local: ASA - Associação Judaica Scholem Aleichem de Cultura e Recreação (Rua São Clemente, 155 - Botafogo) Presentes :Cida Diogo (dep. federal, candidata à pres. estadual do PT) - Denise Lobato (professora, candidata à pres. municipal do PT) .
Com a participação de : Alessandro Molon (dep. estadual, pré candidato à prefeitura do Rio) ,Ricardo Henriques (BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
Luis Fernando de Souza Leão de Andrade (IPHAN -Inst do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)
Abaixo quem são os sete candidatos que disputam a presidência nacional do PT.
outras propostas de nossos candidatos e suas plataformas em :http://www.pt.org.br/ped/conteudo.php?tipo=5
(clique no link para acessar as plataformas em anexo)
Markus Sokol – 110 Terra, Trabalho e Soberania - 210
Valter Pomar - 120 A Esperança é Vermelha - 220
José Eduardo Martins Cardozo - 140 Mensagem ao Partido - 240
Jilmar Tatto - 150 Partido é pra Lutar - 250
Gilney Viana - 170 Militância Socialista - 270
Ricardo Berzoini - 180 Construindo um Novo Brasil (??)- 280
José Carlos Miranda - 190 Um Programa Socialista para o PT - 290
Agora quanto aos Diretórios (Cabe frisar que temos duas mulheres entre seis presidenciáveis ao PT-RJ 2007-8) ,boa parte das discussões giram em torno de uma esfera nacional, ao observarmos a falta de confrontamentos quanto a políticas publicas e socialismo no âmbito estadual e de prática,uma vez que este diretório terá em mãos o ‘prefeitavel’ do partido para a nossa cidade.
RIO DE JANEIRO
Chapas
Terra, Trabalho e Soberania – 410
Mensagem ao Partido- 440
Partido Unido – 484
A Esperança é Vermelha – 420
Construindo um Novo Rio de Janeiro - 481
União de Base de Lutas e Massas – 451
Partido é pra Lutar – 450
Fórum de Idéias por um Brasil Socialista – 483
Unindo Forças – 455
Socialismo é Luta – 470
Partido para Todos – 485
Unir e Renovar - 430
Candidatos
Christiane Granha - 310
Cida Diogo - 340
Alberto Cantalice – 380
Welington da Silva (Eric Vermelho) – 351
Washington Siqueira – 370
Aurélio Medeiros – 385
terça-feira, novembro 20, 2007
Por que Acreditar no PED 2007 ?
O partido, afinal, surgiu da confluência de uma grande diversidade de lutas políticas e sociais travadas pelo povo brasileiro em diferentes momentos históricos. Seu desenvolvimento está profundamente ligado à evolução dos movimentos sociais, à árdua batalha pela conquista e exercício da cidadania, ao desafio de obter apoio majoritário, no Brasil de hoje, para o nosso programa democrático-popular, baseado em imprescindíveis reformas estruturais, bem como de fortalecer a perspectiva histórica do socialismo democrático.e que o resultado do PED oxalá! confluísse a direção do Partido à sua origem por que o que está em jogo será a capacidade do PT de elaborar políticas que possam inseri-lo no centro da disputa política da conjuntura atual: a disputa pelo Governo Lula e pela herança positiva do lulismo; que unifiquem o partido pela garantia de ampla participação de todos na sua elaboração e encaminhamento; que possa agir no horizonte imediato sem perder o horizonte utópico socialista.
O PT vive um momento de necessária reaproximação da sua direção com a base militante e os movimentos sociais . Para renovar de verdade, o PT necessita de uma direção comprometida prioritariamente com os objetivos do próprio Partido e não de mandatos específicos. Nesse sentido, a participação de jovens deve ser incentivada por meio de cursos e atividades culturais. A presença das mulheres na direção dos núcleos e instâncias partidárias deve constituir objetivo permanente da direção partidária, atribuindo riqueza e diversidade à construção de políticas e à ação partidária. O Partido deve facilitar ainda a participação dos negros e outros grupos étnicos e raciais em suas instânciasA oportunidade de participação que se apresenta nesse processo de eleição direta da direção petista em todos os níveis deve servir de referência para um novo modelo de direção partidária, baseado no incentivo à participação permanente dos filiados e militantes nas atividades do Partido durante todo o ano e não somente nos períodos que antecedem eleições em qualquer nível como a logica do voto em massa .
E para isso, a direção do Partido deve estar comprometida com a abertura de espaços permanentes para essa participação, com o fortalecimento dos núcleos, das secretarias e dos setoriais do Partido, além da realização de seminários e de reuniões ampliadas dos diretórios para a presença da militância e de representantes dos núcleos, tornando as decisões mais próximas dos interesses da população e dos movimentos sociais.E tal luta por que o PT no governo ainda representa os anseios dos mais pobres e da classe proletaria em prol de sua emancipaçao .E para aprofundar esse projeto de transformação social rumo ao socialismo do tipo que defendemos, devemos eleger nesse PED os candidatos e as chapas comprometidas com os objetivos históricos do Partido e com uma prática partidária voltada para a participação dos filiados e da militância, autônoma em relação a mandatos e profundamente articulada aos movimentos sociais. Plagiando o professor Robson Campos:"temos de colocar gente nossa e gente boa lá dentro.".
Datas:
2/12/2007
Primeiro turno do PED (comissão de ética, conselho fiscal, direções e presidências), das 9h às 17h
3/12/2007
Informação às Comissões Organizadoras Estaduais do resultado do PED em cada Zonal ou Municipal, através de correio eletrônico ou telegrama registrado
4/12/2007
Envio das atas em carta registrada (zonais e municipais) ao Diretório Estadual
4/12/2007
Informação do resultado do PED em cada Estado à Comissão Organizadora Nacional, através de correio eletrônico ou telegrama registrado
5/12/2007
Envio das atas em carta registrada (estaduais).
16/12/2007
Segundo turno do PED (presidências) das 9h às 17h.
24/12/2007
Divulgação do resultado geral do PED
11/12/2007
Formalização, junto às Comissões Organizadoras Estaduais, pelas chapas e candidaturas, da relação de fiscais nos municípios e zonais
Regionais:
Confira abaixo a relação de todas as chapas e candidatos que disputam as direções do PT nos 26 Estados, mais o Distrito Federal. A relação traz também os seus respectivos números eleitorais.
RIO DE JANEIRO
Chapas
Terra, Trabalho e Soberania – 410
Mensagem ao Partido- 440
Partido Unido – 484
A Esperança é Vermelha – 420
Construindo um Novo Rio de Janeiro - 481
União de Base de Lutas e Massas – 451
Partido é pra Lutar – 450
Fórum de Idéias por um Brasil Socialista – 483
Unindo Forças – 455
Socialismo é Luta – 470
Partido para Todos – 485
Unir e Renovar - 430
Candidatos
Christiane Granha - 310
Cida Diogo - 340
Alberto Cantalice – 380
Welington da Silva (Eric Vermelho) – 351
Washington Siqueira – 370
Aurélio Medeiros – 385
Puc deixo estes links para a consulta de algumas outras propostas de nossos candidatos e suas plataformas em :http://www.pt.org.br/ped/conteudo.php?tipo=5
Relatorio acerca da situação atual do Nucleo Milton Santos
Análise de sobre a reunião de quarta-feira, dia 31 de outubro de 2007, do Núcleo do PT Milton Santos (PUC) – Observações sobre os objetivos e as possibilidades de ação.
Antes de mais nada é importante colocar que esta reunião se deu após um breve período de inatividade do núcleo, por conta do grande número de tarefas pessoais dos integrantes. O momento em que se deu a reunião, portanto, comportava um contexto diferente do restante do ano devido a algumas transformações ao longo deste espaço de tempo. O coletivo de juventude petista ligado à corrente partidária Democracia Socialista, Kizomba, havia rompido com a atual gestão de DCE, que ajudou a eleger, sob a alegação de que os integrantes da chapa que anteriormente tinham pensamentos políticos direitistas individuais, agora se organizavam de politicamente norteado por idéias conservadoras de forma a impedir a ação da Kizomba (Juventude da DS). Por outro lado, outro grupo do núcleo, não participantes de correntes internas e oposicionistas da atual gestão do DCE desde o início do ano, haviam se organizado no grupo de movimento estudantil Derrubando Muros, que tem por característica a rejeição de membros partidarizados, o que, de acordo com eles, preserva a autonomia do movimento social e garante uma aproximação com as bases que pretendem representar. A exceção foi feita, na PUC, para o ingresso de alguns membros do Núcleo Milton Santos. De acordo com os mesmos, a exceção foi aberta devido a um consenso entre os membros da Derrubando Muros de que os ditos filiados ao PT não tentariam criar uma lógica de aparelhamento dentro do movimento.
A partir disto, os grupos se organizaram para disputar as eleições estudantis marcadas para a semana que se seguiria. A Kizomba optou por se aliar à UJS e à representante da corrente petista de Niterói PT Socialista (também presente na reunião). A Derrubando Muros, por outro lado, se organizou com grupos defensores da auto-gestão presentes na Vila dos Diretórios, herdeiros da antiga ‘elite política’ da PUC, cujo espaço era a Vila e se organizava na forma de auto-gestão no DCE. O desgaste dessa herança é notório. As últimas duas gestões que seguiram este modelo, de 2005 e 2006, foi muito aquém do esperado.
Como a divisão entre esses dois grupos afeta a vida do Núcleo Milton Santos? A pauta da reunião era realizar uma discussão em torno desta conjuntura e das propostas das duas chapas representadas no núcleo. O objetivo disto era abrir um espaço no núcleo para temas relevantes, por que não centrais, à militância de muitos petistas na PUC. O núcleo seria, portanto, fortalecido com a presença adicional desses militantes. A verdade é que, desde que surgiu, o núcleo não deu muito espaço e ênfase para o debate de movimento estudantil, principalmente devido à hostilidade existente entre os dois principais grupos da época, organizados de forma ligeiramente diferente em relação a esse ano (e que não vale a pena ser levada em conta aqui) que compunham o núcleo. Esta medida foi necessária para que o núcleo não se desmembrasse. No entanto, após quase um ano de existência, é possível realizar outros diagnósticos. Se por um lado o núcleo não se desmembrou, por outro deixou de abordar questões importantes para a vida política na PUC e para alguns dos principais militantes do núcleo, uma vez que grande parte deles são ligados ao movimento estudantil. Apesar de boas discussões e alguns bons eventos terem se seguido, o núcleo não conseguiu mobilizar efetivamente todos os grupos petistas da PUC. Isto permitiu, por exemplo, a existência de outro espaço na universidade que formava uma referência partidária tão grande quanto, ou até maior, do que o núcleo: o espaço dos petistas no DCE.
O núcleo não almeja se tornar um centro dirigente das ações políticas dos filiados ao PT na PUC. Apenas ser a principal referência de discussão, debate, e de atração de simpatizantes e militantes no espaço universitário. Sejam eles ligados ao movimento estudantil ou não. O recente racha dos petistas ligados ao DCE com a atual gestão e sua provável derrota eleitoral cria um quadro favorável ao fortalecimento do núcleo. No entanto, é importante que a coordenação saiba construir determinadas diretrizes políticas para o espaço do núcleo de modo que o contexto favorável seja efetivamente aproveitado no projeto de construção de um núcleo forte na universidade. Essas diretrizes não implicam a defesa de projetos específicos – ou uma ação contra eles – como é o caso do PROUNI. Implicam sim, no fortalecimento do espaço de debates democráticos em que temas importantes como o PROUNI sejam efetivamente destrinchados, de modo a permitir um posicionamento consistente dos filiados. A existência de fortes divergências internas deve ser aproveitada para o fortalecimento do caráter tolerante e democrático do núcleo. Aliás, as fortes disputas internas não são exclusividade do núcleo. É a regra também do partido como um todo, como conseqüência da diversidade ideológica e social inerente à história petista. É uma característica que torna o PT único entre outras organizações de cunho socialista no Brasil e no mundo, e, portanto, deve ser realçado, não esquecido, na vida da base nuclear. O que deve ser evitado é a supervalorização dessas divergências e a criação da falsa imagem de que as divergências políticas impedem a convivência desses dois grupos em um ambiente partidário comum. Tal imagem vai de encontro com tudo que o PT historicamente defende e ao mesmo tempo contra a postura que ambos os grupos, na teoria, procuram defender.
Vejamos as principais divergências entre estes grupos. O primeiro, encabeçado pela Kizomba, considera-se defensor dos verdadeiros ideais do partido. Sua função é defender esses ideais dentro dos movimentos sociais através da disputa pela direção política contra outros grupos que têm o mesmo objetivo. No entanto, é válida a crítica realizada pelo grupo auto-gestionário de que o que está em disputa não são apenas diretrizes políticas, mas também apoio dos movimentos sociais à partidos (ou correntes partidárias) presentes em esferas do poder público. Dessa forma, as políticas defendidas não são somente aquelas que atendem ao interesse da base social representada pelo movimento, mas também à interesses burocráticos, eleitorais e muitas vezes pessoais. No entanto, a idéia de que existe uma representação genuína e pura dos anseios de determinada base social, que são apenas distorcidas quando existe um direcionamento partidário, é falsa.
A partir do momento que os grupos de movimento estudantil se organizam para além de uma única universidade, com o objetivo de pensar a política dos estudantes em nível regional ou nacional, a direção política de cada DCE fica, de certa forma, submetida a posicionamentos e debates exógenos aos estudantes de cada universidade. O Derrubando Muros é um exemplo disso. Não é por acaso que membros deste grupo, presentes na chapa da PUC, convocaram uma reunião da mesma para que ocorres no espaço da ocupação da reitoria da UFRJ, onde estudantes protestam contra o projeto do REUNI. Nesse caso, é claro que as posições e ações políticas do grupo vão muito além dos interesses genuínos dos estudantes da PUC – sua base social. Ao contrário, são construídos por dirigentes políticos que têm posicionamentos ligados a questões, projetos e lutas muito mais amplos, e que por vezes podem interferir de forma organizada na vida política interna da PUC. É falsa a idéia de que apenas o partido político cria direções políticas pautadas em interesses exógenos, assim como a idéia de que um modelo organizativo de auto-gestão não cria grupos dirigentes e hegemônicos. Inclusive, uma organização auto-gestionária que não possui um grupo dirigente corre o sério risco de cair na imobilidade e falta de projetos.
As experiências do DCE da PUC de 2005 e 2006 são retratos claros das duas possibilidades: respectivamente, formação de grupo dirigente com interesses exógenos, e imobilidade. É verdade que este modelo evita compromissos com o poder público, pois não se relacionar com partidos políticos é não ter a possibilidade de se tornar governo. No entanto, existe um compromisso velado com a contínua oposição, o que traz vantagens e desvantagens, mas mantém a presença de interesses exógenos na formação da opinião política das bases sociais. Hay gobierno? Soy contra - mesmo que os interesses da base social estejam sendo contemplados.
Na verdade, o movimento social é uma combinação de interesses de classe/grupo com propostas de direcionamento político. Seja a direção política construída a partir de um partido ou não. O diferencial dos partidos de massa, como o PT, é que permitem um movimento dialético entre a estrutura partidária e os movimentos sociais. Dinâmica essa, oriunda da própria história petista, em que movimentos sociais cuja direção política apontava para uma maior democratização e socialização do poder e dos meios de produção da sociedade brasileira (e dessa forma se identificando com a ideologia socialista), se organizaram para criar um instrumento político cujo objetivo era levar essas demandas e direcionamentos para a disputa do poder público e governamental. Ao mesmo tempo em que, por um lado, a ação reivindicatória das camadas populares excluídas presentes na história do PT aproxima o partido ao modelo proposto pelo grupo ligado à Derrubando Muros, por outro, a opção histórica dessas camadas em criar um partido que representasse suas demandas na esfera estatal deixa em aberto a possibilidade de se tornarem governo e terem seus interesses atrelados a diferentes esferas governamentais, o que aproxima a história petista à proposta do grupo mais ligado à Kizomba.
As críticas tecidas acima de forma alguma deslegitimam os projetos defendidos por ambos os grupos. Também não pretendem anular as diferenças entre os dois grupos. Na verdade, as diferenças apontam para a existência de muitas visões acerca da relação entre movimentos sociais, governos e partidos, que podem e devem ser debatidos no núcleo. No entanto, é importante que a coordenação esteja atenta para algumas inconsistências teóricas, práticas e históricas presentes nas diversas argumentações, pois mostram que nenhum grupo é detentor do ‘verdadeiro e único caminho’ a ser seguido pelo partido e pelo núcleo. Ao contrário, a existência do núcleo pressupõe um espaço em que a única verdade absoluta é a que permite uma interação entre os diversos posicionamentos existentes em nosso partido, de modo a enriquecer a argumentação e posicionamento de ambos os lados, além, é claro, daqueles que não se inserem nesta polarização conjuntural. Estar atento à complexidade, historicidade, inconsistências e possibilidades de ambos os grupos é o caminho também para o respeito político que deve existir entre os participantes do núcleo.
Esse respeito não inclui apenas o tratamento delicado e educado ao longo dos debates. Inclui também o reconhecimento de que todos aqueles que se disponibilizam – gastando os melhores anos de sua juventude - a estarem presentes em um partido como o PT, em um movimento social, ou em debates dentro de uma esfera de organização política que não garante o crescimento individual dentro do partido, como é o caso do núcleo, sejam quem forem, de alguma forma, têm o desejo sincero de transformação de nossa realidade social. Só por isso merecem tanto serem ouvidos como terem ouvintes dispostos a mudar a opinião a partir do debate travado.
As diferenças entre os membros do núcleo, no entanto, não são apenas de posicionamentos ideológicos. A postura defendida no parágrafo anterior é em si uma direção política com o difícil objetivo acabar com determinados dogmatismos, preconceitos e rótulos que muitas vezes impedem o debate entre o maior número possível de grupos e militantes presentes em nossa universidade e, com isso, comprometem a própria existência do núcleo. A última reunião mostrou as possibilidades e os limites de nossa presente situação. Não cabe a discussão que apenas tenha o interesse de defender e disputar o seu projeto próprio. Mas sim aquela que procura aprofundar pontos e temas, algo que não é possível em lugares onde a disputa política e eleitoral é fundamental e, portanto, não admite espaços para auto-crítica e exposição de fragilidades. O núcleo não é um DCE ou órgão administrativo. A oposição e situação no núcleo são, respectivamente, aqueles que não querem e não conseguem construir um espaço que abrigue diversas correntes de pensamento, oriundos de diversas bases sociais, e aqueles que consideram esta diversidade fundamental para um núcleo que se pretende forte e atuante em diversas esferas do espaço universitário.
Não deve haver outro pólo petista na PUC. Todo o esforço deve ser feito para que o Núcleo Milton Santos seja o único. A fragmentação do núcleo leva a criação de diversos grupos pautados por interesses particulares e muitas vezes conjunturais. A criação de um único núcleo permite que esses interesses particulares atuem em uma dinâmica mais ampla, que aborde questões gerais acerca do partido, do governo, da PUC e de movimentos sociais diversos. O fortalecimento do núcleo é o fortalecimento de uma esfera partidária não atrelada a interesses burocráticos e imediatistas (esses são importantes, mas não devem ser preocupações exclusivas de um partido). Os temas polêmicos que causam fortes divergências serão aqueles que fomentarão o debate. Aqueles consensuais serão os que definirão os posicionamentos centrais e a identidade do núcleo enquanto órgão partidário na PUC. Entre os divergentes estão temas como o PROUNI. Entre os consensuais, estão: a necessidade da ampliação de outros setores da comunidade da PUC nas esferas de decisão da universidade, um maior diálogo com a AFPUC, com o PVNC e com o corpo docente.
Para isso é importante realizar um trabalho de construção simbólica do núcleo. Que faça com que os grupos percebam que o projeto descrito acima é a única hegemonia ideológica que o núcleo precisa. Não se trata de fazer com que os petistas do Derrubando Muros não se comportem como membros do Derrubando Muros, e os da Kizomba não se comportem como membros da Kizomba. Mas sim construir a idéia de que o núcleo é um espaço diferente e que, portanto, exige uma atuação diferente. Existem pessoas que trabalham para que esse projeto não aconteça, por motivos pessoais, políticos, ou estudantis. Mas as organizações políticas acima não são formadas por máquinas, e sim por seres humanos, o que possibilita o surgimento de novas lideranças e novas posturas que não sejam contraditórios nem com os movimentos sociais e correntes às quais o militante porventura pertença, e nem com a proposta de construção de um forte núcleo petista na PUC. A coordenação deve valorizar a liderança daqueles que procuram colaborar com este projeto, em detrimento daqueles que atuam contra ela.
A provável presença maciça dos petistas na oposição ao DCE colabora para o crescimento da importância do núcleo, assim como a nossa presença na 28ª zonal. Talvez, se houver um trabalho realizado com competência, será possível que a próxima chapa de DCE (2009) parta de nosso núcleo, o que aumentará a força política de nossas ações e debates.
Com esse esforço, devemos alcançar nosso objetivo de construção de um núcleo que possibilite a difusão dos ideais petistas, que traga mais militantes, que ajude a enriquecer o PT com experiências políticas de uma das melhores universidades do país, e que aumente nossa consistência política enquanto militantes petistas e de diversos movimentos sociais, para que possamos realizar transformações em nossa sociedade com uma amplitude cada vez maior. Os projetos e idéias só tem sentido, do ponto de vista social, quando são passíveis de serem implantados. Este deve ser o esforço da atual coordenação, da qual sou colaborador.
Próximas ações :
- Imediato fortalecimento de nossa estrutura burocrática, o que inclui atas e pautas arquivadas, e um estatuto.
- Persistência em discussões pertinentes ao espaço da PUC.
- Para tanto, início de conversas com outros órgãos da PUC, como a AFPUC, e professores simpatizantes.
- Persistência em discussões acerca do movimento estudantil. Talvez a organização, para meados do ano que vem, de um fórum de debates sobre o movimento estudantil de esquerda na PUC. É importante que o núcleo implemente de forma efetiva o direcionamento político desejado, para que este possa se espalhar por outros grupos na PUC. Por exemplo, os membros da Derrubando Muros e da Kizomba, ao conseguirem estabelecer um bom diálogo no núcleo, podem facilitar o diálogo externo.- Início de contato com lideranças da DS e Kizomba como Rafael e Josué, que procurem enquadrar a postura do último membro citado acima.
- Fortalecimento do grupo da atual direção por meio do restabelecimento do contato com militantes assim como o adicionamento efetivo ao partido de novos companheiros que vêm freqüentando as reuniões.
- Reorganização da lista de filiados, com as respectivas zonais, tempo de filiação, e um breve histórico de cada um.
- Investimento nos militantes que forem trazidos pela Kizomba ao núcleo, sempre respeitando a opção deles pela corrente.
- Incentivo a TODOS os militantes do Núcleo Milton Santos a se filiarem à 28ª zonal.
- Organização de um curso de formação política para o início do próximo ano.
- Os novos filiados, devem participar de forma mais consistente dos projetos do núcleo.
- Valorização, dentro do núcleo, das lideranças da Kizomba


